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Dona Pavlova

Este é um blog sobre tudo e sobre todos... Culinária, Fitness, Moda, Viagens, Desporto, Atualidade, Animais, Ensino, Entretenimento, Fotografia, etc...

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desafio de escrita dos pássaros #3

Dona Pavlova, 27.09.19

 No penúltimo dia de férias,  como planeado anteriormente, lá fui eu a Coimbra levar a 1ª pica na nádega direita. Seguiu-se um dia de praia incrível com tudo a que tive direito.

No dia seguinte, dia de regresso a casa e passagem por Coimbra para a 2ª pica, desta vez na nádega esquerda. O meu rabo, nesse dia, valia milhares de euros ;) Tinha um rabo que era uma preciosidade ;).

Seguiu-se a chegada a casa e os afazeres do regresso das férias. A somar a isto, tive que fazer uma malinha minúscula, apenas com o essencial para ir passar os próximos ¾ dias no quarto do castigo, totalmente isolada, para o tratamento com iodoterapia (Iodo 131).Resultado de imagem para iodoterapia

 Cheguei em jejum, tomei as “bombas”, despedi-me dos meus entes e lá fui eu para o quarto do castigo, ou melhor, uma suite toda ela forrada com papel aderente, assim como o wc. Duas janelas trancadas, uma cama, uma tv e mais nada. Tinha regras bem definidas, como puxar o autoclismo pelo menos 3 vezes, quando batiam à porta para me trazerem a alimentação ou para me medirem a radiação tinha que ir para o local mais afastado do quarto e fazer bochechos com sumo de limão para facilitar a salivação (esta foi a parte que menos me custou, pois adoro limão).

É claro que aqui a menina tinha que ter os efeitos secundários todos a que tinha direito e mais alguns incluindo vomitar, dor e inchaço nas glândulas salivares e espasmos. Foi um pincel para me irem colocar o soro, pois não me conseguia alimentar. Que filme!

Passado 3 dias lá vou eu para casa, com indicações de não me aproximar das pessoas e estar a pelo menos 2metros de distância, comer e beber em utensílios descartáveis que depois iam para o lixo e evitar estar no mesmo compartimento que outras pessoas... O meu marido foi-me buscar numa carrinha, ele à frente e eu o mais longe possível nos bancos de trás. Quando não podemos é quando nos apetece abraçar, falar, rir, brincar... Sentia-me um alien, mas apenas estava radioativa. Isto durou 10 dias.

Este momento marcou-me muito e todos os dias, além de só dar valor ao que e a quem realmente interessa, a primeira coisa que faço quando acordo é abrir a janela, meter a cabeça de fora e snifar o ar frio para sentir que estou bem e acima de tudo, viva!

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