Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]




 

 

hiperatividade.jpg

 

Cada vez mais miúdos, crianças e até bebés começam a tomar a  famosa "Ritalina". Eu só faço uma pergunta:

Então mas agora são todos hiperativos?

Que engraçado, na minha altura não se ouvia essa palavra, nem havia esses problemas. Brincávamos na rua, esgotávamos as energias todas e depois nas aulas estávamos mais sossegados e atentos porque sabíamos que nos intervalos e quando chegássemos a casa podíamos brincar à vontade. Correr, saltar, subir, descer, cair, levantar, etc...

A meu ver, não é normal que numa turma de 20 alunos do 1º ano, todos com 6 anos, 1/4 seja hiperativo. A resposta é sempre a mesma:

"Eles não param quietos"...

Pois não, claro que não! Não os deixam correr, saltar, subir, descer, cair, levantar, e depois querem que eles parem quietos dentro da sala de aula ou em casa.

Eles são crianças, têm energia para dar e vender e têm de as gastar com diferentes atividades. Até eu não parava quieta se me pusessem sentada numa sala de aula, a realizar os trabalhos escolares, a ouvir um adulto durante 8h por dia, 5 vezes por semana, ou em casa a ver bonecada ao fim de semana.

Depois os casos da falta de educação. É mais fácil chamá-los de hiperativos do que mal educados, pois assim os pais descartam-se dessa responsabilidade - "EDUCAR OS FILHOS"

Ontem fiquei triste! Uma aluna com 6 anos, sem reação, adormecida de corpo e alma pelo medicamento da moda. Só porque falava pelos cotovelos e os pais já não a conseguiam ouvir. Diagnóstico: Hiperatividade, claro!

Deixem os miúdos brincar, correr, saltar, rir, chorar, cair, levantar e se for preciso partir a cabeça, pois só assim é que eles irão gastar as energias e serem realmente felizes.

 

Autoria e outros dados (tags, etc)


14 comentários

Imagem de perfil

De Andy Bloig a 17.12.2015 às 11:27

Infelizmente, isso já acontece há muitos anos.
Como as crianças ficam em casa, vão aos centros comerciais, andam com os telemóveis e conversam sentados na cama, não conseguem gastar as energias.
Por isso é que precisam de calmantes para não gastarem as energias nos momentos errados.
Mas, não é só isso. A maioria não tem qualquer educação. São agressivos com quem não lhes faz as vontades todas. Em vez de culparem os pais, por mimarem as crianças e darem-lhe tudo o que pedem, não tendo regras em casa ou para a sociedade, quando estão na escola, fazem a mesma coisa. Os professores querem incutir disciplina... sem que possam fazer nada. Pois se derem um berro a duas crianças que estejam a atirar tinta um ao outro e a sujar a sala toda, podem perder o trabalho por "estarem a prejudicar a saúde emocional das crianças". Ou chamar os pais de um aluno que descarregou um chorrilho de agressões verbais no professor e nos colegas é um ataque "à expressividade da criança".
Sem disciplina, sem educação, os médicos resolveram o problema: calmantes por causa da hiperactividade. Assunto resolvido. Até aos 12-13 anos funciona. Depois, a culpa é das depressões adolescentes. Passam aos calmantes de adultos e situação resolvida.
Quando vejo pessoas pouco mais novas que eu a tomarem 2 calmantes por dia, assusto-me. As pessoas estão a destruir as próprias capacidades ao tomarem aquilo.
É a sociedade em que vivemos... depois vemos resultados desastrosos em que jovens acabam com a vida, porque se separaram do namorado ou porque os pais não tinham dinheiro para irem passar 2 semanas ao Algarve.
Imagem de perfil

De Dona Pavlova a 17.12.2015 às 13:44

Totalmente de acordo. Tenho-me apercebido que são os próprios pais que pedem por favor para os psicólogos e psiquiatras "medicarem" os filhos, porque não os conseguem aturar.
Ao que chegámos, que sociedade é esta que é mais fácil "dopar" que educar.
Só te vou contar um exemplo que se passou na semana passada: uma mãe telefonou para a escola para falar com a professora porque a colega tinha-lhe apertado as mamas (as 2 crianças com 6 anos) e que assim não podia ser. No entanto, depois de averiguada a situação, a prof. ligou à mãe a dizer-lhe que afinal a história não era bem assim e que a filha dela tinha dado 2 pontapés à colega, 1 na barriga e outro na vagina antes de a outra se defender e que os colegas presenciaram tudo. A mãe deve ter ficado envergonhada pois desligou logo o telefone. No dia a seguir, a aluna agarrou outra colega e atirou-a contra a parede, fazendo-lhe um enorme galo na testa. A professora não fez mais nada, ligou à mãe a dizer o que a filha tinha feito, antes que a história fosse deturpada...
Sabes o que é que eu acho, sinceramente, como há cursos para isto e aquilo, por exemplo, para ensinar a conduzir, também devia haver cursos para se ensinar a ser PAIS. E só depois é que podiam ter filhos...
Imagem de perfil

De Andy Bloig a 17.12.2015 às 15:01

Já vi disso em pessoal mais velho que essa idade. Há uns anos ajudei uma amiga a tomar conta de uma equipa de voleibol com raparigas entre os 9 e os 13 anos. Quase metade delas tinham de tomar 2 calmantes por dia por causa de ser "demasiado espevitadas" (era o que estava no relatório médico...). Depois de conversar com ela, decidiu-se a proibir as raparigas de tomarem os comprimidos nos 3 dias de treinos e no dia de jogos. No principio ninguém gostou, algumas tivemos de explicar aos pais que para jogarem não precisam de estar amolecidas ou ficarem com dores nas pernas por andarem a correr. Lá acabaram por aceitar, depois dos médicos lhes dizerem que não faria mal.
A maioria delas, deixaram de tomar os comprimidos... ninguém notou qualquer diferença. (para além de um gosto por passarem 3 ou mais horas no pavilhão, quando só para lá iam por obrigação, só que, também lá faziam os trabalhos de casa e os dois estarolas faziam de explicadores)
No final do ano, os pais de umas gémeas vieram perguntar que raio se passava com as filhas, quando descobriram que as caixas de calmantes estavam cheias e elas não os tomavam mas, nunca mais tinham tido queixas da escola ou delas se meterem em problemas. Sem as miúdas saberem, convidámos os pais para irem assistir a um treino, tendo eles ficado numas salas que dão vista para o campo mas, não se consegue ver quem lá está. Acharam estranho as raparigas andarem na brincadeira, em vez de estarem ali em treinos "militares", correrem, discutirem, até lutarem umas com as outras e irem ao chão a rir-se que nem loucas e, nada de telemóveis, nada de computadores... quando estavam cansadas iam para a mesa fazer os trabalhos de casa. E assim passavam os dias das 6 das 8 ou 9 da noite. Chegavam a casa, jantavam e iam dormir.
O pessoal que agora são os pais destas crianças, passavam mais tempo que isso nas ruas a jogar e a correr, porque não tinham consolas, computadores e telemóveis em casa. Agora, não vão para a rua porque é "perigoso" mas, ao terem 13-14 vão para as discotecas para "descarregar a pressão do dia". Depois acontecem situações como vi a semana passada em que um rapaz tropeçou e ficou a deitar sangue de um joelho. Já gritava que chamassem um médico porque estava a morrer... chamaram uma ambulância, que lhe passou um bocado de algodão pelo joelho, um bocado de iodo e colocou um penso. Tiveram de lhe dar um comprimido porque o rapazito estava a entrar em choque, devia ter uns 10 ou 11 anos de idade...
Quantas vezes me rasguei nos joelhos, nas mãos e braços, bastava ir a casa, algodão e álcool , limpar, troca de roupa e voltar para a rua.
Imagem de perfil

De Dona Pavlova a 17.12.2015 às 18:21

E isto quando íamos a casa limpar... muitas vezes nem nos importávamos com as esfoladelas, e ninguém morreu!

Comentar post



Mais sobre mim

foto do autor


Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.


Arquivo

  1. 2017
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2016
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2015
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2014
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D