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Cada vez mais miúdos, crianças e até bebés começam a tomar a  famosa "Ritalina". Eu só faço uma pergunta:

Então mas agora são todos hiperativos?

Que engraçado, na minha altura não se ouvia essa palavra, nem havia esses problemas. Brincávamos na rua, esgotávamos as energias todas e depois nas aulas estávamos mais sossegados e atentos porque sabíamos que nos intervalos e quando chegássemos a casa podíamos brincar à vontade. Correr, saltar, subir, descer, cair, levantar, etc...

A meu ver, não é normal que numa turma de 20 alunos do 1º ano, todos com 6 anos, 1/4 seja hiperativo. A resposta é sempre a mesma:

"Eles não param quietos"...

Pois não, claro que não! Não os deixam correr, saltar, subir, descer, cair, levantar, e depois querem que eles parem quietos dentro da sala de aula ou em casa.

Eles são crianças, têm energia para dar e vender e têm de as gastar com diferentes atividades. Até eu não parava quieta se me pusessem sentada numa sala de aula, a realizar os trabalhos escolares, a ouvir um adulto durante 8h por dia, 5 vezes por semana, ou em casa a ver bonecada ao fim de semana.

Depois os casos da falta de educação. É mais fácil chamá-los de hiperativos do que mal educados, pois assim os pais descartam-se dessa responsabilidade - "EDUCAR OS FILHOS"

Ontem fiquei triste! Uma aluna com 6 anos, sem reação, adormecida de corpo e alma pelo medicamento da moda. Só porque falava pelos cotovelos e os pais já não a conseguiam ouvir. Diagnóstico: Hiperatividade, claro!

Deixem os miúdos brincar, correr, saltar, rir, chorar, cair, levantar e se for preciso partir a cabeça, pois só assim é que eles irão gastar as energias e serem realmente felizes.

 

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2 comentários

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De Andy Bloig a 17.12.2015 às 11:27

Infelizmente, isso já acontece há muitos anos.
Como as crianças ficam em casa, vão aos centros comerciais, andam com os telemóveis e conversam sentados na cama, não conseguem gastar as energias.
Por isso é que precisam de calmantes para não gastarem as energias nos momentos errados.
Mas, não é só isso. A maioria não tem qualquer educação. São agressivos com quem não lhes faz as vontades todas. Em vez de culparem os pais, por mimarem as crianças e darem-lhe tudo o que pedem, não tendo regras em casa ou para a sociedade, quando estão na escola, fazem a mesma coisa. Os professores querem incutir disciplina... sem que possam fazer nada. Pois se derem um berro a duas crianças que estejam a atirar tinta um ao outro e a sujar a sala toda, podem perder o trabalho por "estarem a prejudicar a saúde emocional das crianças". Ou chamar os pais de um aluno que descarregou um chorrilho de agressões verbais no professor e nos colegas é um ataque "à expressividade da criança".
Sem disciplina, sem educação, os médicos resolveram o problema: calmantes por causa da hiperactividade. Assunto resolvido. Até aos 12-13 anos funciona. Depois, a culpa é das depressões adolescentes. Passam aos calmantes de adultos e situação resolvida.
Quando vejo pessoas pouco mais novas que eu a tomarem 2 calmantes por dia, assusto-me. As pessoas estão a destruir as próprias capacidades ao tomarem aquilo.
É a sociedade em que vivemos... depois vemos resultados desastrosos em que jovens acabam com a vida, porque se separaram do namorado ou porque os pais não tinham dinheiro para irem passar 2 semanas ao Algarve.
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De Dona Pavlova a 17.12.2015 às 13:44

Totalmente de acordo. Tenho-me apercebido que são os próprios pais que pedem por favor para os psicólogos e psiquiatras "medicarem" os filhos, porque não os conseguem aturar.
Ao que chegámos, que sociedade é esta que é mais fácil "dopar" que educar.
Só te vou contar um exemplo que se passou na semana passada: uma mãe telefonou para a escola para falar com a professora porque a colega tinha-lhe apertado as mamas (as 2 crianças com 6 anos) e que assim não podia ser. No entanto, depois de averiguada a situação, a prof. ligou à mãe a dizer-lhe que afinal a história não era bem assim e que a filha dela tinha dado 2 pontapés à colega, 1 na barriga e outro na vagina antes de a outra se defender e que os colegas presenciaram tudo. A mãe deve ter ficado envergonhada pois desligou logo o telefone. No dia a seguir, a aluna agarrou outra colega e atirou-a contra a parede, fazendo-lhe um enorme galo na testa. A professora não fez mais nada, ligou à mãe a dizer o que a filha tinha feito, antes que a história fosse deturpada...
Sabes o que é que eu acho, sinceramente, como há cursos para isto e aquilo, por exemplo, para ensinar a conduzir, também devia haver cursos para se ensinar a ser PAIS. E só depois é que podiam ter filhos...

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